ORGULHO DE SER
No dia 8 de outubro, o Nordeste celebra sua gente, sua história, sua cultura e sua coragem. O Dia do Nordestino nasceu em São Paulo, em 2009, e ganhou força como símbolo de pertencimento, memória e orgulho de um povo que ajudou a construir o Brasil inteiro.
*Por: Mãe Gardênia d´Iansã

Hoje, a data emociona quem carrega essa identidade. Para muitos, é também uma celebração de suas raízes. Mais que uma simples comemoração, o Dia do Nordestino representa a lembrança de homens e mulheres que enfrentaram dificuldades, atravessaram distâncias e ajudaram a construir o Brasil com trabalho, coragem, criatividade e uma alegria que ninguém conseguiu apagar.
A data foi criada pela Lei Municipal nº 14.952, de 13 de julho de 2009, em São Paulo, cidade que recebeu milhões de nordestinos. A escolha do 8 de outubro marcou uma homenagem ligada ao poeta Patativa do Assaré e, desde então, tornou-se uma lembrança da força nordestina. A lei nasceu de uma iniciativa do vereador Francisco Chagas também.
Ser nordestino é carregar uma história feita de trabalho, criatividade, resistência e esperança. É ouvir um repente, sentir o cheiro do café, lembrar da feira, da seca, da chuva esperada e das festas. É reconhecer que nossa cultura não é lembrança do passado, mas parte viva do Brasil. Essa identidade atravessa gerações e permanece forte dentro e fora da região diariamente.
Tenho orgulho de ser nordestina, porque conheço a força de quem nunca deixou a dificuldade apagar seus sonhos. Nosso povo migrou, venceu preconceitos, construiu cidades e levou consigo música, comida, fé, trabalho e alegria. Por isso, o 8 de outubro também é dia de levantar a cabeça, celebrar e abraçar nossas raízes com o coração.
E quando muitos nordestinos dizem: “somos Lula”, existe também uma memória política nessa frase: a identificação de parte desse povo com uma trajetória que, para seus apoiadores, representa inclusão social, reconhecimento e esperança. Outros pensam diferente, e isso faz parte da democracia. O essencial é preservar o respeito, a dignidade e o orgulho de sermos nordestinos. No fim, nossa maior bandeira continua sendo nossa própria história, nossa identidade e nossa voz.
Texto: FILHO DE PEMBA




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